Brasil - Usinas de álcool
Brasil deve ganhar 73 novas usinas de álcool em seis anos
O crescimento do mercado de álcool vai demandar a instalação de 73 novas destilarias no paÃs, segundo estudo elaborado pelas indústrias de base, apresentado hoje aos integrantes da Câmara Setorial do Açúcar e do Ã?lcool.
O setor estima que o mercado de álcool deverá crescer mais de 82% no perÃodo, acrescentando outros 12 bilhões de litros de álcool ao consumo atual de 14,5 bilhões de litros.
O vice-presidente de operações da Dedini Indústrias de Base, José Luiz Olivério, que apresentou os números à Câmara Setorial, essas novas usinas irão consumir uma produção de aproximadamente 570 milhões de toneladas de cana-de-açúcar prevista para a safra 2010/2011.
Isso vai significar uma produção 184 milhões de toneladas a mais que a safra que está sendo finalizada neste inÃcio de ano, que foi de R$ 386 milhões de toneladas.
Animado com as projeções do setor, o ministro Roberto Rodrigues, recomendou à Câmara Setorial que elabore um projeto para esse horizonte de investimentos.
Segundo ele, é preciso saber se há recursos públicos e privados disponÃveis, se a indústria de equipamentos está habilitada para fornecer máquinas no prazo previsto e se a área plantada está em regiões compatÃveis com a cultura, a fim de evitar frustrações nessas previsões otimistas.
Investimentos
Das 73 novas usinas, 26 já estão em instalação, devendo entrar em funcionamento nas duas próximas safras.
Os investimentos previstos para essa expansão estão estimados em R$ 14 bilhões no caso das destilarias e mais R$ 7 bilhões somente na expansão da área agrÃcola.
Apesar do empenho do governo em exportar álcool, Olivério destacou que o grande responsável pela expansão da demanda será o próprio mercado interno, que vem surpreendendo com o aumento da frota flex fuel acima do previsto.
Segundo Olivério, a indústria precisa de um prazo de dois anos para entregar os equipamentos das usinas, mas ele alertou para um "gargalo" na parte agrÃcola, que precisa de no mÃnimo três anos para começar a moagem e cinco anos para estabilizar a produção.
Açúcar
Rodrigues também destacou o potencial de crescimento na produção de açúcar. Ele lembrou que a oferta do produto no mercado mundial deverá cair entre 4 e 5 milhões de toneladas após a vitória do Brasil no painel da OMC (Organização Mundial do Comércio) contra os subsÃdios oferecidos pela União Européia.
"O que abre um espaço para mais esse volume, do qual o Brasil deve abiscoitar mais de 50%, uns 2 milhões de toneladas a mais do que exportamos", disse.
Fonte: Folhaonline
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